Dora Lopes – Esta É Minha Filosofia, 1976

Dora Lopes. Cantora e compositora. Queria destacar o “compositora”, porque em grande parte de seu percurso, a composição brasileira foi uma atividade estritamente masculina. Aos 14 anos de idade, fugiu de casa com a intenção de ser cantora de rádio. Uma das primeiras cantoras assumidamente homossexuais da música brasileira. Sua voz é poderosa e marcante. Atuante desde o fim dos anos 1940, Dora elegeu o samba como via de expressão e conquistou picos de sucesso com suas composições na década de 1970. Morreu esquecida aos 62 anos, em 1983, sete anos após lançar esse LP. Continuar lendo

Leci Brandão – Questão de Gosto, 1976

Para falar sobre esse disco, precisamos primeiro contextualizar que Leci Brandão, além de ser primeira mulher a fazer parte da ala de compositores da Mangueira, foi a única mulher (lésbica) de destaque, na época, nos meios artísticos a assumir publicamente sua orientação sexual e pautar-se por uma conduta sempre engajada politicamente, seja como mulher, lésbica, negra, de origem humilde.

“Luto pelos ideais do meu povo através dos versos musicados. Meu trabalho é social. É político” Continuar lendo

ESPECIAL GILBERTO GIL

 

Em homenagem a um dos mestres da nossa música brasileira, que fez aniversário essa semana, reunimos alguns de seus melhores discos e contamos um pouco sobre eles.

  • Louvação, 1967
  • Expresso 2222, 1972
  • Compacto: Maracatu Atômico / Preciso Aprender a Só Ser, 1974
  • Refavela, 1977

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Meireles e Sua Orquestra – Brazilian Explosion, 1974

Conduzido pelo multi instrumentista J. T Meireles, esse disco traz versões muito bem arranjadas de composições clássicas como “Aquarela do Brasil”, “Carinhoso” e “Na Baixa do Sapateiro” numa mistura de samba, jazz, funk e samba rock. Continuar lendo

Chocolate com Manteiga – Contraste / Pelourinho, 1985 (compacto)

 

Compacto raro lançado em 1985 pelo compositor Beto Chocolate em parceria com o baixista Manteiga, músicos no qual pouco sabemos. No som, uma mistura de samba, soul, funk e reggae no melhor estilo brasuca. Mais uma pérola perdida da música brasileira que temos a obrigação de passar pra frente. Continuar lendo

Coletânea – Tim Maia e Convidados, 1977

 

“Tim Maia e Convidados” é uma coletânea lançada pelo Selo Underground da gravadora Copacabana em 1977 e conta com duas músicas raras do mestre, “Ela Partiu” e “Meus Inimigos”, além de músicas de outros grandes artistas como “Na Hora do Almoço” de Belchior, “Os Caras Querem” de Wilson das Neves e “Meu Samba Reguê” de Marku Ribas. Continuar lendo

Tom e Dito – Revertério, 1976

 

Lançado pela gravadora Continental em 1976, “Revertério” é o terceiro álbum da dupla baiana Tom e Dito. Disco que segue a linha dos dois primeiros e ainda carrega bastante influência de Antonio Carlos e Jocafi, dupla que produziu seu primeiro álbum por um selo comercial “Se Mandar M’imbora Eu Fico”. Continuar lendo